Futebol segue permitido em Belo Horizonte, e infectologista explica: “Se seguir as normas, é seguro”

Futebol segue permitido em Belo Horizonte, e infectologista explica: "Se seguir as normas, é seguro"

Carlos Starling, integrante do Comitê de Controvérsia Pandêmica da Covid-19, da capital Minas Gerais, relata estudo que comprova que infecção durante jogos “não é nada”.

Carlos Starling, integrante do Comitê de Controvérsia Pandêmica da Covid-19, da capital Minas Gerais, relata estudo que comprova que infecção durante jogos "não é nada".

Nesta sexta-feira, o prefeito Alexandre Kalil anunciou as principais medidas restritivas em Belo Horizonte para combater o coronavírus. A cidade tem todas as placas em vermelho e as lojas são ainda mais proibidas. Qual o papel do futebol durante crises humanitarias? O futebol, porém, fica na cidade, segundo o prefeito.

Kalil passou a palavra ao Dr. Carlos Starling, patologista e membro da Comissão de Desenvolvimento de Novos Coronavírus de Belo Horizonte. Segundo o médico, foi feita uma investigação, junto com um banco de dados e acompanhamento dos infectados no futebol, que mostrou que a propagação durante os jogos não foi nada.

– Fizemos um acordo e montamos um banco de dados onde pesquisamos 2.423 jogos, 3.635 horas de jogos, que incluiu 13.237 atletas e conduzimos 116.000 epidemias. Em um estudo de 67 interações, entre grupos adversários em que pelo menos três jogadores foram excluídos, mas com contatos de manipulação de resultados, nenhum jogador, neste grupo como um todo, foi infectado.

No acordo atual, que exige teste PCR de atletas e treinadores 72 horas antes de cada partida, Carlos Starling considera o futebol profissional seguro. Ele também relatou que o aumento de questões no clube não teve relação com a situação apresentada nas cidades.

Estádio Mineirão – Foto: Twitter / Atlético-MG

Mas por que a capacidade de transmitir durante um jogo é tão ruim? Segundo Starling, o estudo mostrou que o contato entre os jogadores em um campo não durava mais do que um minuto e vinte segundos, quando o tempo real de contato de entrega do celular era de 10 a 15 minutos.

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– A possibilidade de transmissão em campo, de um jogador para outro, não importa. É compreensível, pois o tempo de interação entre um jogador e outro, medido por GPS, não ultrapassa um minuto e 20 segundos. Este tempo não é suficiente para permitir qualquer tipo de vírus. O risco é para duas pessoas, uma infectada e a outra não, sem contato entre 10 e 15 minutos, nas proximidades de um metro, o que não ocorre na brincadeira.

Algumas cidades mineiras não aceitam voos. Na semana passada, por exemplo, um duelo entre URT e Cruzeiro foi em Sete Lagoas, porque Patos de Minas estava na Onda Roxa e Covid-19, junto com toque de recolher. O mesmo vale para patrocínios. Portanto, a partida entre Patrocinense e Atlético, neste sábado, será no Independência.

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