Qual o papel do futebol durante crises humanitarias?

Qual o papel do futebol durante crises humanitarias?

Estamos conversando sobre se o futebol vai parar ou não por causa do desastre e parece que não conseguimos sair dessa vestimenta ética e do barulho entre “é” ou “não” para parar.

Eu estava repetindo um dos aspectos desse problema em que vivemos: nossa imaginação está bloqueada. Não nos permitimos pensar sobre o que mais podemos ser e o que podemos ser, outras maneiras de existir, comer e produzir. Tudo parece ter sido dado e conhecido.

Se criticarmos um grupo por ser muito defensivo, logo vozes conservadoras virão e dirão: o que você quer? Marcar gols? Se criticarmos o socialismo, grandes grupos de “convivência é muito boa” surgirão imediatamente. A mensagem do homem conservador é: fique contente com o que temos porque pode piorar.

Na verdade, pode piorar; sempre é possível planejar eventos traumáticos. Fazemos isso com grande eficiência. Deixe sua cabeça girar e isso nos levará até mesmo às piores situações.

Como diz o ditado, o cérebro é um servo muito bom, mas é um péssimo dono. A verdadeira educação, ensinada por muitos filósofos, deve ser ensinada em pensamento.

Por isso me permito treinar minhas suposições sobre o que fazer do nosso futebol neste período trágico de desastre, planejado por gente como Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, para nos dar onde passamos: estamos morrendo do vírus, estamos morrendo de fome ou vocês dois estão morrendo.

O que o futebol pode fazer, esse grande instituto, o que pode fazer? A rescisão é a única alternativa?

O futebol, por exemplo, pode ser educacional.

Pode ensinar sobre a importância do SUS.

Por que não parecia uma grande equipe querendo fazer uma camisa de homenagem do SUS?

Por que jogadores estabelecidos não são incentivados por seus times a ir às redes sociais para pedir permissão às pessoas? Por que um time como o Corinthians, sempre do lado certo da história, não é atraído?

  Qual canal de Portugal vai passar o jogo do Flamengo?

Por que a CBF não pensa em parar o futebol e jogar entre o Norte e o Sul? Jogo patrocinado de volta aos hospitais gerais, cesta básica, SUS? Pode ser até o casamento oficial e solteiros, com horário para programas de televisão.

Enquanto isso, os anunciantes podem ser convidados a criar seções de anúncios para aumentar a conscientização sobre o risco neste momento.

“Ah, mas então, se você pode tomar esse tipo de iniciativa, você pode seguir as ligas”, dizem alguns.

Não na minha opinião. Por duas razões.

A primeira é que um jogo como esse é fácil de testar, isolar por três dias e jogar.

A segunda é que se o futebol segue um ponto de vista “normal”, mesmo que em baixo nível de consciência, significa que está tudo bem, a vida segue em frente. O espetáculo de futebol também serve para passar a mensagem “não é normal”.

É claro que deve haver outras ideias muito melhores do que as minhas, é claro. Vamos abrir nossa imaginação. Tempos difíceis como aquele em que vivemos precisam de soluções criativas.

Um dia esse governo genocida será responsabilizado pelos temores que instilou na população brasileira.

Estamos falando abertamente de Deus bolchevique, que não acredita em vacinação, incentiva o povo na tragédia, recusa máscara, reduz negros, mulheres, LGBTQs, adora tortura, acha que a Rocinha deveria ser derrubada de máquina, anda com uma arma pronta para matar. Deus é como Satanás.

Até que os responsáveis ​​por perpetuar o genocídio continuem a ser trazidos à luz da verdade e da justiça, podemos nos unir, pensar e agir juntos.