Veterinários da cidade consideram absurdo o número de evasões

Veterinários da cidade consideram absurdo o número de evasões

A Associação dos Veterinários Municipais Portugueses (ANVETEM) baseia-se na recolha de animais em centros de acolhimento oficiais.

36.000 animais coletados em 2018

36.000 animais coletados em 2018

Ricardo Lobo, líder da ANVETEM, informa que segundo os centros de acolhimento, foram recolhidos 36 mil animais no ano passado, sendo 41 mil em 2017.

Este é um número totalmente “absurdo” em suas próprias palavras, especialmente porque os animais acolhidos por associações não são levados em consideração. Das dezenas de milhares de animais encontrados perambulando pelas ruas, apenas 17.000 encontram um novo dono a cada ano.

Não tenho números gerais para o ano de 2020, o ano da pandemia. Mas muitas associações já se queixam da queda dramática nas doações, o que lhes permitiu operar até agora.

Segundo a GNR, os “crimes de abandono” de animais aumentaram. Entre janeiro e agosto de 2020, foram registrados 667 desistências, contra menos de 500 no mesmo período de 2019. Esses crimes são apenas uma pequena parte das desistências reais registradas pelas associações.

Canis não seguem mais

Canis não seguem mais

A capacidade dos canis há muito está desatualizada. As campanhas municipais de esterilização ainda não tiveram tempo de entrar em vigor. Para o senhor deputado Lobo, só a sensibilização de informação à população portuguesa será realmente eficaz.

Segundo ele, o país não tem condições de sustentar a construção de novos canis para atender às necessidades atuais. Isso exigiria que cada município construísse dois ou três novos canis … a cada ano.

Ataques de cães vadios em alta

Ataques de cães vadios em alta

Consequência imediata deste desastre: os primeiros 6 meses de 2019 testemunharam quase tantos ataques de cães vadios como todo o ano de 2018.

  José Sócrates, inocente ...

Para agravar esse verdadeiro problema de saúde pública, uma lei de 2018 proibiu o abate de animais coletados em canis. Mais de 12.000 animais são abatidos por ano. Assim, não há mais espaço para coletar novos animais, que ficam vagando pela rua.

Muitas vezes os portugueses adoptam um cão ou um gato sem dispor de meios, sejam psicológicos ou financeiros. Apesar de todas as campanhas de prevenção e educação, o abandono de animais ainda é um flagelo.

Não podemos dizer o suficiente: um animal não é um brinquedo! Não é um brinquedo macio que você joga fora quando está cansado.

Em Portugal, segundo a associação veterinária, é sobretudo um problema de educação. O sofrimento dos animais está longe de ser uma prioridade nacional, ainda que nos últimos anos tenha surgido um pequeno partido político sobre o assunto, o PAN (Partido da Pessoa, dos Animais e da Natureza). De fato, foi essa parte que deu início à lei que proíbe o abate de animais.

A título de comparação, a França, muito maior e mais populosa, abandona “apenas” 100.000 animais por ano.